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domingo, 20 de novembro de 2016

JESUS CHOROU

Jesus chorou

 © Letícia Thompson



Ao ver Jerusalém desolada, Jesus chorou. Ele poderia não ter se importado, ter olhado para outros lados. Mas Ele olhou, se importou, chorou...

A desolação, a maldade, crueldade, incredulidade, não podem deixar ninguém indiferente.

Com a velocidade com que as coisas caminham, eu pensei já ter visto tudo. Mas ainda coisas acontecem que arrancam meu coração do peito.

O desrespeito à vida tem tomado o lugar do amor e tem enchido o mundo de trevas, dessas mesmas que tentamos tanto fugir.

Poderíamos fazer como se nada tivesse acontecido. Poderíamos, como se diz a boa regra, pensar apenas nas coisas boas da vida. Mas isso não vai acalmar a dor das famílias ceifadas de um ente querido.

Fechar os olhos e o coração não vai resolver problemas, não vai acabar com a violência, não vai diminuir o mal e nem impedi-lo de atingir um dos nossos.

Ignorar a dor alheia é endurecer o coração. É se dar a si a falsa idéia de que tudo vai bem, quando na verdade há corações despedaçados e que poderiam perfeitamente ser nossos. Não gostaríamos que ignorassem nosso sofrimento e muitos carregando a mesma cruz a tornam mais leve.

Se nos calamos, nos expomos, nos despreparamos, tornamo-nos vulneráveis e acessíveis.

 Sobretudo, se nos calamos, aceitamos o horror do irreparável, do absurdo. Se nos calamos, acatamos. E não temos esse direito... não podemos ter esse direito.

Uma só pessoa pode não fazer muito, mas uma nação inteira pode fazer alguma coisa, se cada qual toma sua parte de responsabilidade.

Não podemos devolver vidas, nem apagar acontecidos. Podemos, porém, tentar impedir que outras coisas aconteçam. Podemos continuar humanos, unidos na dor, mas, principalmente, unidos no amor.

Uma vela sozinha pode não acabar com a escuridão, mas milhões de velas acesas podem iluminar qualquer noite de lua minguante.



Letícia Thompson
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