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terça-feira, 22 de novembro de 2016

MARIA DE LOURDES GUARDA SERVA FIEL DE DEUS- VIVEU 50 ANOS NA CAMA


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Serva de Deus Maria de Lourdes Guarda

maria de lourdes
Maria de Lourdes Guarda nasceu em Salto, Estado de São Paulo, aos 22 de Novembro de 1926, filha de Innocêncio Guarda e Júlia Froner Guarda. Estudou como interna no Colégio Patrocínio das Irmãs de São José, em Itu, lecionou em Salto, com 18 anos no Colégio da Congregação das Filhas de São José (D. Caburlotto). Sonhava em seguir os passos de sua irmã, na vida religiosa, mas primeiramente precisava tratar de um problema na coluna, uma lesão que lhe causava muita dor. Foi operada com relativo sucesso em 12/08/1947, mas as dores não passaram, e precisou se submeter a uma segunda cirurgia, que a deixou paralisada da cintura para baixo: durante cinco anos sofreu seis operações, como tentativas frustradas de fazê-la andar. Com o pé direito gangrenado, teve a perna amputada do joelho para baixo. Pode-se imagi­nar a reação de uma jovem cheia de vida e de planos para o futuro ao saber-se totalmente imobilizada numa cama, sem ao menos poder se sentar. No dia 09/08/1972, no Hospital Matarazzo, celebrou seus 25 anos de paralisia. Assume sua condição de deficiente física e embora deitada, numa forma de gesso, com uma perna amputada e a outra atrofiada, trabalha para pagar sua diária na enfermaria, fazendo tricô e bordados sob encomenda. Seu quarto é um ponto de encontro e de atração, que reúne não só amigos, mas pessoas que buscam consolo e ajuda para suas carên­cias. Sua paz de espírito e sua alegria de viver “fazendo a vontade de Deus”, se irradiam cada vez mais para além das paredes do quarto hospitalar.


Desta época seus amigos recordam de seu rosto sadio, corado, olhos azuis, brilhantes, e suas palavras: “a vida é boa demais”. Enfim, se engaja na Fraternidade Cristã de Doentes e Deficientes – movi­mento internacional fundado na França, que ajudou a difundir no Brasil – Ao aceitar e assumir sua reali­dade paraplégica, abre espaço para acolher a graça de Deus, e tem a mesma experiência que o Apóstolo Paulo, 2° Cor 12,9: “Basta-te a minha graça, pois é na fraqueza que a força manifesta todo o seu poder”. Em 1980, foi eleita coordenadora nacional da FCD, e no ano seguinte começou a viajar, formando em todo território nacional, grupos da fraternidade; graças a doações de passagens de uma empresa aérea, que incluíam os acompanhantes, médico e enfermeira. Em 1992 terminou seu mandato como coordenadora da FCD, e suas viagens cessaram, pois o movimento já estava semeado por todo o Brasil.

Faleceu ao cinco de maio de 1996, e está sepultada na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Monte Serrat, na cidade de Salto.

Atualmente se encontra na fase de construção da positio, na Congregação para a Causa do Santos, no Vaticano.

A todos que obtiverem graças por intercessão da Serva de Deus, deve-se comunicar, à Causa de Canonização SD. Maria de Lourdes: 
Caixa Postal 21 – CEP 13208-970 – Jundiaí SP.

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Restos mortais sendo levado para a Igreja Matriz pelo Bispo Diocesano Dom Vicente Costa e pela Ir. Leonor Guarda.
ORAÇÃO PELA CANONIZAÇÃO DA SERVA DE DEUS MARIA DE LOURDES GUARDA

Ó Pai, criador de todas as coisas, que nos destes em Vossa filha, Maria de Lourdes Guarda, um extraordinário exemplo de aceitação plena de Vossa vontade, dando testemunho de que, mesmo nos maiores sofrimentos e limitações fisicas, pode-se viver o ideal evangélico da fé, esperança e caridade, concedei-nos que ela seja elevada por Vossa Igreja, à glória dos altares, e por sua inter­cessão a graça que necessito…
Nós Vos pedimos, por Jesus Cristo Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Amém.


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Caixão com os restos mortais sendo lacrado para a transladação.
Testemunho do Sr. Bêne Ramos

ACONSELHAMENTO DE PARES
Maria de Lourdes Guarda: uma conselheira inata

Depois de ter participado do 1º Curso de Aconselhamento de Pares do Centro de Vida Independente Araci Nallin (CVI-AN), ministrado por Romeu Sassaki, percebi que, durante meu trabalho com Maria de Lourdes Guarda, tive a oportunidade de conviver com uma grande conselheira de pares. Vou tomar como exemplo apenas um caso.

Como era comum acontecer na vida da Lourdes, um dia ela foi solicitada a conversar com um rapaz que havia tido uma perna amputada e por isso estava num processo de autodestruição.

Através de um padre muito amigo, foi marcado um encontro, na igreja, entre ela e o rapaz, após a missa de domingo. Ele não apareceu, mas Lourdes, compreendendo a situação dele, deixou um recado com um convite para que ele a visitasse quando quisesse.

Segundo seu próprio relato, ele foi ao encontro da Lourdes em desespero, num momento muito ruim de sua vida. Pensou que encontraria uma pessoa doente, cheia de conselhos para dar, num ambiente à meia-luz, e espantou-se ao ver uma pessoa alegre, cheia de vida, sorridente e tão ocupada, que ele chegou a pensar que não deveria ter ido.

Num quarto bem-iluminado e muito movimentado, ele conta que Lourdes atendia várias pessoas e falava ao telefone freqüentemente. De repente, como que por encanto, as pessoas foram saindo, o telefone parou de tocar e ele se viu, frente a frente, com aqueles profundos olhos azuis. Descobriu que ele era o centro da atenção dela e numa conversa, que começou com banalidades, ele acabou falando sobre tudo o que o afligia.

Contou-me que foi ouvido sem nenhuma recriminação, nenhum julgamento ou conselho, mas que, quanto mais falava, mais se enxergava e mais se achava “ridículo por atitudes tão desprezíveis”.

Saindo dali, já havia se decidido a mudar de vida. Procuraria trabalho, dedicaria parte de seu tempo à causa das pessoas deficientes.

A partir desse caso que, em parte presenciei e em parte me foi relatado, pude observar que Lourdes, sem se dar conta disso, empregara muitas das técnicas de aconselhamento de pares que aprendi no curso:

Colocou-se à disposição, sem forçar uma aproximação.
Encarregou-se de tornar o ambiente tranqüilo e adequado ao aconselhamento.
Demonstrou empatia e foi capaz de “calçar o mocassim do outro”, uma qualidade imprescindível a um conselheiro de pares.
Não deu conselhos, não recriminou, nem julgou. Apenas ouviu atentamente. Muitas vezes, num aconselhamento de pares, tudo o que a pessoa precisa é ser ouvida.




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