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sexta-feira, 10 de março de 2017

A DIFÍCIL ARTE DA PACIÊNCIA


A difícil arte da paciência

 © Letícia Thompson





Ai, que esperar cansa!!! E causa desânimo! E pré-ocupa nossas mentes.

Por que preocupar tem sempre uma conotação negativa, se na realidade significa ocupar com antecipação?  Deve ser por causa dessa nossa mania de que quando devemos pré-ocupar nossa cabeça, já pré-ocupamos com problemas, tragédias, coisas ruins. Alguns, mais sábios, pré-ocupam com sonhos, mas nem mesmo chamam isso de preocupação.

Sabemos perfeitamente como funciona a vida e que precisamos saber esperar o que não temos controle. Mesmo as flores esperam sua hora de desabrochar.

E pra vida não queremos esperar. Queremos desejar e no minuto seguinte ver o resultado, como se não fosse preciso a maturação dos nossos desejos. Trazemos para nós, antecipadamente e muitas vezes inutilmente, doenças físicas e espirituais.

Muitas vezes pegamos um atalho e chegamos mais rápido, mas com isso perdemos muito da beleza do caminho. Chegamos mais cedo sim, mas de certa forma alguma coisa ficou faltando. Não é assim com as crianças e adolescentes que vivem cedo demais a vida adulta?

Se colhemos uma flor em botão, impedimos a ela e a nós a sua plenitude.

Mas que é difícil ser paciente, isso é! Há horas em que queremos pegar o relógio do tempo e girar os ponteiros com nossas mãos para que o dia seguinte chegue logo; queremos dormir muito para não ver as horas se desfilando graciosamente diante dos nossos olhos; queremos pensar em outras coisas, mas não conseguimos.

Sacrificamos, dessa forma, nosso presente, por um futuro desconhecido, que nem sempre será de acordo com o que pensamos.

Pessoas que esperam por um dia feliz jogam fora a felicidade do presente com a ansiedade do amanhã.

Pior é quando esperamos pelo resutado de um exame com probabilidades negativas. Aí então, nosso hoje fica realmente perdido. Choramos antes, temos dores de cabeça antes, não dormimos antes... o presente torna-se não somente inútil, mas quase insuportável. Não temos, infelizmente, essa capacidade gloriosa de nos dizer: "deixa para eu sofrer para quando souber do resultado definitivo e se não for o que se espera, não sofri por nada."

Se há um tempo para todas as coisas, deixemos então que cada coisa chegue na sua vez. Vamos abraçando-as uma à uma à medida que chegam até nós, vivendo o minuto presente que é a graça diária que Deus nos oferece.

Aprender a paciência é uma arte, provavelmente a mais difícil de todas. Ela exige muito de nós, exige auto-controle, exige determinação.

Viva o hoje! Viva a hora de agora! O amanhã pode tanto esperar por você quanto você espera por ele.



Letícia Thompson

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